terça-feira, 24 de setembro de 2013

Choro

                                                               Pixinguinha ao sax tenor

     "A antiga praça XI e a lapa, ambas no centro histórico da Capital Federal, foram o mais importante celeiro do Samba, nas primeiras décadas do século. Era o ponto de encontro dos compositores, onde se formavam parcerias e se aguardava a inspiração, nas rodas boêmias que varavam a noite. Era um hábito que por muito tempo foi a identidade do carioca no imaginário do restante do Brasil e no Rio de Janeiro. Mas, antes do Choro, se estruturar ao final so século XIX, a maioria da população branca do Brasil ouvia um outro gênero musical de origem portuguesa: a Modinha. Que também acabou por ser um dos formadores da estrutura do Choro,ao lado da polca e de outros gêneros europeus executados nos salões."    

   Gênero musical nascido da confluência de culturas distintas, o choro ou chorinho, quando nasceu, foi rejeitado.  Executado por músicos habilidosos mas que faziam parte da camada mais humilde da população,  encontrava justamente nesse ponto a sua força, pois não se aprende este estilo na escola , é preciso se aventurar nas rodas de bambas onde o virtuosismo também se faz presente nos malabarismos melódicos e na rítmica sincopada.
 Considerado uma versão do Jazz , o chorinho foi  ganhando espaço ao longo do tempo e assim como as grandes obras, esse modo de fazer música jamais perdeu a sua originalidade , atraindo ainda hoje muitos amantes da música instrumental. Isso transformou o chorinho em gênero  de difícil assimilação dado a sua complexidade. Ao contrário do passado, hoje, o choro é difundido e faz sucesso no exterior por ser uma música originariamente brasileira, carregando consigo muito de nossa maneira de ser, nascida e criada no Rio de Janeiro.     
    Em nossas aulas visitamos os pontos principais que dizem respeito ao surgimento e desenvolvimento desta música tão criativa. Também conhecemos os principais músicos que deram visibilidade ao estilo e ainda o ambiente social em que estava inserido o choro. De posse de seu material de pesquisa bem como das aulas registradas em seu caderno comente. 

                                               
                                                      Os oito batutas. Grupo de Pixinguinha

domingo, 9 de junho de 2013

Tropicália


                                                 





O documentário


Em Niterói dia 25 de junho de 2013
Vivendo o manifesto

   Não há sombra de dúvidas. O movimento tropicalista, entre os movimentos musicais que aconteceram no Brasil, foi um dos mais importantes. As ações dos artistas que integraram o movimento tocavam em Aspectos artístico-culturais,  antropológicos, sociológicos e filosóficos. O documentário "tropicália", que assistimos em sala de aula nos dá a exata medida do que ocorria no período em que o movimento floresceu. Seu contexto histórico nos revela a postura de uma juventude que buscava mudanças e fazia isso por meio da arte.  
  Também percebemos uma continuidade ou mesmo um resgate, nos moldes de uma "geléia geral", de nossa brasilidade, de aceitarmos nossa maneira de ser tão peculiar. A tática do tropicalismo de mostrar "isso e aquilo " no lugar de "isso ou aquilo", foi decisiva para definir o caráter contestador e irreverente da juventude da década de 60. Segundo Celso Favaretto " o conhecimento do Brasil proposto pelo tropicalismo volta-se simultaneamente para a tradição e o presente e vincula-se a esta forma crítica de compor e cantar".
   Hoje é difícil imaginar sob que condições esses jovens procuravam expressar suas ideias, mas uma coisa é certa , não fosse esse movimento não desfrutaríamos de um certo orgulho em reconhecermos nossos valores. Como diz Tom Zé em depoimento " Caetano e Gil nos alimentaram com ideias para que não ficássemos a mercê do sistema repressor".
  A citação a seguir confirma o que foi dito por Tom zè no documentário pois a "tropicália é música inaugural ;constitui a matriz estética do movimento , pressupõe um projeto de intervenção cultural e modo de construção que são de ruptura. Em linguagem transparente, configura um painel histórico que resulta em metaforização do Brasil".
  Com o acirramento da ditadura  a partir do AI-5 em dezembro de 1968, a situação  ficou insuportável para o grupo tropicalista. Muitos artistas e músicos saíram do pais, mas para Caetano e Gil foi dada ordem de extradição. O grupo baiano se dissolveu e o tropicalismo enquanto movimento organizado acabou ( fla de Caetano no início do documentário em entrevista no programa em Portugal). Seus ecos, no entanto continuam ressoando no coração do Brasil . Baseado no material que você no seu caderno, do que você assistiu em vídeo e dos comentários do professor em sala de aula faça o seu comentário!
       
            


https://youtu.be/Q9qBBX04akQ
Bibliografia:

CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas. SP: Ed. Perspectiva, 2005.
FAVARETTO, Celso. Tropicália, alegoria, alegria.SP:  Atelie Editorial,2000.
PAIANO, Enor. Tropicalismo. bananas ao vento no coração do Brasil.SP: scipione,1996.

sábado, 6 de abril de 2013

Bossa-Nova



João Gilberto


"A música, pelo menos a que se ouvia no rádio e nos discos, era insuportável para um adolescente no final dos anos 50. Boleros e samba-canções falavam de encontros e desencontros amorosos infinitamente distantes de nossas vidas de praia, cinema e quadrinhos, de início da televisão, da modernização"
    Esse trecho do livro "Noites cariocas" de Nelson Motta, nos fala um pouco do que existia antes de surgir o movimento bossa-nova.  Movimento musical mais importante da cultura brasileira. A bossa nova se opunha a um tipo de música sentimental acompanhada por grande orquestra. Nelson Motta também nos fala sobre este aspecto:
   " Mas naquelas férias de 1958, em são Paulo comecei a ouvir num rádio de pilha a nova sensação : João Gilberto cantando; "chega de Saudade".
   Como já vimos em sala de aula, esse gênero musical tem influência tanto do samba quanto do Jazz que possuem em comum sua origem na matriz africana. O maestro Júlio Medáglia nos apresenta as principais características da Bossa nova. "Uma música mais voltada para o detalhe baseada quase sempre no canto, violão e pequenos conjuntos. O texto bem pronunciado, do  tom coloquial da narrativa musical,do acompanhamento e canto integrando-se mutuamente, em lugar da valorização da grande voz ou do solista."
   Diferente de outros gêneros a bossa nova irá valorizar o aprimoramento instrumental, ou seja, os elementos da música (harmonia, melodia e ritmo), vão ganhar uma maior complexidade exigindo do público uma escuta diferenciada e mais atenta. Podemos verificar as diferenças entre o samba e a bossa nova a partir da citação do maestro Júlio Medáglia.
  " O samba de rua tem linhas melódicas mais simples para serem facilmente cantadas e assimiladas;     harmonias que contém apenas os  acordes básicos para evitar a dispersão de qualquer espécie;ritmo simples, claro e repetitivo, pois sua função é condutora e unificadora".
   Vejamos então algumas características da bossa nova em comparação ao samba; "A estrutura musical é mais rebuscada, as melodias são em geral mais longas e mais dificilmente cantáveis, as harmonias mais complicadas os efeitos de interpretação são mais sutis e mais pessoais e a execução do instrumental mais sofisticada".
Encontros em pequenos espaços.

  Outra curiosidade sobre a bossa nova diz respeito a valorização de um instrumento que durante muito tempo foi considerado instrumento de "malandro". O violão passa a ser mais procurado pela juventude da década de 50. Essa valorização tem um motivo. Os encontros aconteciam em espaços pequenos, como apartamentos e bares e o violão de fácil transporte substituía o piano.
   Esse é apenas um gênero em nosso variadíssimo cardápio musical. Agora é sua vez de comentar lançando mão de sua pesquisa bem como do que foi trabalhado em aula.         

Bibliografia;
CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas. São paulo. Ed . Perspectiva,2005.
CASTRO, Rui. Chega de Saudade. Rio de Janeiro: Companhia das letras.    
MOTTA, Nelson. Noites Cariocas. Rio de Janeiro. Ed. Companhia das letras.
TINHORÃO, José Ramos. Música popular.Um tema em debate. RJ: Editora 34, 1997.